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RARO CITROËN COM MOTOR MASERATI

RARO CITROËN COM MOTOR MASERATI 01/02/2016 - 11:49:00

Na época da abertura das importações, os brasileiros ficaram boquiabertos com algumas naves espaciais sobre rodas. Uma delas, o Citroën XM, poderia bem ter sido importado diretamente por Flash Gordon. Mas o modelo top de linha da fábrica francesa era apenas um em uma linhagem de carros futuristas que começou no Citroën DS de 1955, mas que teve seu auge para muitos no SM feito entre 1970 e 1975. Raro, o cupê grande teve menos de 13 mil unidades produzidas. E foi justamente um desses sobreviventes que encontramos anunciado no Mercado Livre por R$ 150 mil. É um valor e tanto, capaz de levar outros grã turismo cotados para casa. Mas é o preço pedido por uma das criações que representa toda a inovação e ousadia da Citroën. Para começar, o SM é um enorme cupê de 4,89 metros de comprimento e 2,90 m de distância entre-eixos. A carroceria em forma de dardo não deixava nada atrapalhar a sua aerodinâmica. Além do perfil agressivo, a carroceria desenhada por Robert Opron ousava em pontos como os faróis móveis e também na placa central, recoberta pelo mesmo vidro que encapsulava o grupo óptico. Nos EUA, os faróis eram fixos por conta da legislação. A suspensão, como não poderia deixar de ser, era hidropneumática. Basta levantar o capô para ver as várias esferas de pressurização. Com isso, o rodar também era mais macio que outros cupês de luxo, exemplos do Mercedes-Benz SLC e do BMW 3.0 CS. Além de autonivelante, a suspensão era mais confortável ao deglutir as imperfeições do que os amortecedores e molas helicoidais tradicionais. O melhor, contudo, era a motorização. A Citroën havia adquirido a Maserati (hoje nas mãos da Fiat Chrysler Automobiles) e planejava desde o início usar a motorização da italiana no seu cupê SM. O M da sigla, inclusive, seria uma referência direta a Maserati. O V6 2.7 gera 180 cv a 6.250 rpm e 23,7 kgfm de torque a 4.000 giros, números que não faziam feio no Merak, mas que não surpreendiam para um Citroën de 1.500 kg. A arrancada até os 100 km/h se dava em cerca de 9 segundos e a velocidade máxima era auxiliada pela aerodinâmica: o SM chegava aos 229 km/h. A transmissão automática era opção comum, mas o modelo anunciado na capital paulista conta com caixa manual de cinco marchas. O SM não é um esportivo brutal. A tração dianteira indica uma tocada mais tranquila. Para lidar com toda essa força despachada apenas pelas rodas da frente, a Citroën dotou o SM de uma direção muito assistida. Como todo o resto, ela não exige esforço e é marcada pela rapidez, são apenas duas voltas de batente a batente. Anunciado em São Paulo (SP), o modelo marrom metálico ano 1973 parece em ótimo estado para a sua idade e também para os 100 mil km rodados no hodômetro.

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